segunda-feira, 30 de março de 2015

Martírio contínuo

No sábado (28/3), participei da celebração pelos 35 anos de martírio de Dom Oscar Romero, organizado pela equipe de CEBs da Arquidiocese de São Paulo.

Dom Oscar Romero foi morto por defender a causa dos pobres, dos injustiçados de El Salvador. Morto dentro da própria igreja.

A celebração foi realizada na Casa de Oração do Povo de Rua, na região da Luz, na capital paulista. Ali, bem ao lado da região que ficou conhecida como cracolândia.

Além das CEBs, também prestigiaram a celebração jovens da Pastoral da Juventude, religiosos e religiosas que verdadeiramente lutam pela causa dos emprobrecidos, dos marginalizados, dos excluídos.

Pessoas que lutam por pessoas que a sociedade teima em fingir que não existem. Pessoas que não existem, mas morrem diariamente, martirizadas pela injustiça e mesmo por quem deveria zelar pela justiça.

Como no tempo de Jesus, quem se mistura com essas pessoas (que não existem) se torna impuro e é, também, excluído. É o que acontece com as CEBs e a Pastoral da Juventude, por exemplo, que são discriminadas e criticadas por defender os pobres, defender os excluídos, defender aqueles que não existem. Excluídas, muitas vezes, pela Igreja e por cristãos (igreja), que deveriam seguir o exemplo de quem ela e eles excluem. É um martírio contínuo! Como o de Romero, dentro da própria Igreja.

Leia também: Casa de Oração relembra martírio de Dom Oscar Romero em encontro

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